domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Jogador de Xadrez


É o meu 'papel colado' mais recente.
Por detrás dele (descubro-o a posteriori) a mesma sugestão implícita de sempre: a máscara ou máscaras do real , o mistério, a resistência da matéria ao olhar, a "timidez ôntica" do(s) ser(es) em geral, a impossibilidade última (ou 'ultimativa', "ultimate") de conhecer: um "Deus" impenetrável jogando xadrez com o(s) destino(s) de todos nós?...
[Não sei porquê, sou surpreendido por "qualquer coisa" de, a um tempo, hitchcockiano e orson-wellsiano, nesta imagem. Não sei porquê, repito, sempre que olho para ela, vêm-me invariavelmente ao espírito dois filmes, um de Hitch e outro de Wells, em especial: "Mentira" de Hitch---talvez por aquela "coisa" do jogo de xadrez e do preto e branco; da sugestão de universo lúdico e simultaneamente de sombrio e ameaçador---de pesadelo; e "O Estrangeiro" de Wells---mas este último, por muito que tente, não consigo entender por que exacto motivo ou razão, embora admita que a máscara me sugere, a mim pessoalmente, o rosto sempre um pouco artificial ou teatralmente severo de Wells jovem]

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