Mostrar mensagens com a etiqueta Actualidade/Causas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Actualidade/Causas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Respeito pelos Animais?... Mais ainda??!!"

A propósito do inominável “genocídio de género” comummente conhecido pela designação já quase banalizada de “violência doméstica” referia o jornal “Público” de 07.08.10 que houve só no ano de 2009 em Portugal mais de 30.000 participações [são ao todo, segundo números do jornal, 30.543] a que corresponderam [pasme-se!] 59 condenações, todas de homens que assassinaram as respectivas companheiras!
Sucede que só este ano já morreram, abatidas pelos maridos ou companheiros, 15 mulheres, quase duas mulheres por mês, portanto.
Vale a pena atentar nos números:

30.543 mulheres agredidas, violentadas, 59 agressores condenados!

Ou seja: Sebastião come tudo, tudo, tudo, depois dá pancada na mulher e hurra! "Ganda Sebastião!" que ainda tem tempo e feito depois disto para evitar a pildra... que era onde há muito devia estar!
Devia estar o Sebastião e devia estar a Justiça em Portugal que deixa os Sebastiões andar por aí à solta sem... trela nem açaimo!

E ainda dizem que entre nós há pouco respeito pelos animais!...

Pouco respeito pelos animais??!!
Ainda querem mais que este?!...

[Imagem extraída com a devida vénia de swatti-dot-com]

sábado, 31 de julho de 2010

"Para que o não esqueçam..."


...as consciências ou deliberadamente o banalizem as... petrolíferas cumplicidades multinacionais, aqui se regista mais um acto de bárbara, cega e caracteristicamente indiscriminada retaliação do "democrático" [e muito "civilizado"!] estado de Israel sobre o "lager" internacionalmente conhacido por 'Faixa de Gaza' em resposta a um rockett alegadamente lançado pelos guerrilheiros do Hamas.

O acto em causa---mais um bombardeamento israelita---teve lugar no 'normal' cumprimento das respectivas políticas de "totaler Krieg" levadas a cabo por Israel na região, "política" essa de que era [trágico!] "exemplo" anterior o ataque de tropas especiais judaicas ao barco civil turco com alimentos para a população palesttiniana da sitiada Faixa de Gaza de que resultaram várias mortes entre a tripulação do navio humanitário.

Até quando continuará a consciência das nações civilizadas, designadamente daquelas que constituem a chamada 'União Europeia', a garantir pela inacção [que as torna cúmplices materiais da inominável barbárie israelita] a impunidade das "políticas" de criminoso sufoco militar e de subtil extermínio administrativo de um povo inteiro confinado pela força das armas às fronteiras de um estado-prisão à escala [inimaginavelmente] nacional?...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Homage to Catalonia..."


... de uma das autonomias mais íntegras, consistentes e culturalmente mais luminosas, a Catalunha, vêm coisas que nos fazem acreditar que, afinal, nem tudo está perdido numa pseudo-Europa economocrata e grosseiramente peseteira, que alguns só descansam no momento exacto em que a virem completamente refém "por decreto" dos grandes interesses económico-financeiros multinacionais e jurando forçadamente, a uma só voz---a dos Tratados de Lisboa e quejandos---por Bruxelas e Estrasburgo...

Falo concretamente da interdição das corridas de toiros naquela que, por isso mesmo, surge, hoje mais uma vez, como uma espécie de vanguarda cultural incontestável da "hispanidade inteligente" e responsável impondo-se, pela força dificilmente ignorável da Razão [e] da Cultura, àquela outra Espanha sempre ameaçadora e impendente "de charanga y pandereta, de cerrado y sacristia, de espíritu burlón y alma quieta" que sonha ainda, mau grado tudo e todos, "helar el corazón" a alguém ou alguma coisa...

Viva a Catalunha?
Viva ela, viva a Inteligência e viva [ao menos por uma vez...] a Civilização!

sábado, 15 de maio de 2010

Canto para os Mortos - incrivelmente bela Música Bizantina Ortodoxa Inglês




Do Afeganistão, chega-nos [discretamente e, no fundo, como se esta trágica realidade da guerra, da brutalidade a ela naturalmente associada e da morte a que ela inevitavelmente conduz a uma escala inimaginável fosse hoje algo a cuja existência já todos nos habituámos e cuja realidade, por issdo, já ninguém questiona e se incomoda]; do Afeganistão, chega-nos, dizia, a notícia de mais um "acidente" envolvendo a morte de civis.

Civis que, nos também eles inquestionados comunicados de guera não são, afinal, civis: são sempre temíveis terroristas, assassinos sem piedade cujo desaparecimento deixa o mundo um pouco mais limpo e a guerra também um pouco mais ganha...

Foi assim em Angola, foi assim na Guiné, havia sido assim no Vietname, antes na Coreia, antes ainda em Little Big Horn ou no ghetto de Varsóvia, numa "reserva" qualquer algures no Arizona, é assim hoje na Palestina como um pouco antes fora na África do Sul, num infindável trajecto de abjecção e de barbárie, pelos vistos, sem pátria e sem fim.

O que há de medonho na guerra é, a meu ver, antes de mais qualquer outra vileza ou cruelade, este abrir formal do saco dos ventos da abjecção e da pura selvajaria que nega a própria civilização naquela que esta tem de mais dificilmente adquirido mas também de mais intrinsecamente digno e nobilitante da própria condição humana como tal; que a faz, como se dizia de Hitler e do nazismo, recuar o próprio relógio da civilização de volta à sua 'hora zero', não de qualquer forma teórica e/ou confortavelmente abstracta mas naquele exacto e muito concreto, muito reconhecível [e profundamente desprezível!] sentido em que entrega todo o trabalho de apuramento e realização material da "justiça" não já a seres humanos, a verdadeiros juízes que, com toda a falibilidade que rodeia e caracteriza as acções dos homens, são ainda, apesar de tudo, reconhecivelmente seres humanos genuínos, mas às armas e a essa aparência ou a esse repugnante e vil simulacro de humanidade que são os seres que elas usam para fazê-la.

Para que a "verdade" da guerra fique definitivamente demonstrada e "atestada" basta que destes saia a declaração de que os mortos eram, afinal [não o são eles sempre?---Magnífica infalibilidade a das armas dos vencedores que nunca se enganam nos alvos!] perigosos terroristas e nada mais se exige em matéria de esclarecimento ou até de simples luto.

Morrem crianças?

Não! Morrem terroristas em botão!

Morrem velhos e mulheres indefesas e completamente desarmadas?

Não! Morrem cúmplices dos primeiros, ardilosamente camuflados de gente---gente inimaginavelmente desgraçada e infeliz, entregue às feras que tão bem simulam exteriormente uma humanidade que tudo neles, porém, recusa e nega!

A guerra e as armas nunca erram: não disparam apenas projécteis cada vez mais mortíferos e sofisticados---possuem, além disso, o segredo da perfeita infalibilidade, miras que são outros tantos juízes e juízas seguros e perfeitos que num mesmo inimaginavelmente concentrado e apocalíptico instante julgam, sentenciam e executam sem uma hesitação ou uma falha os réus que vão, um após outro, implacavelmente, seleccionando sem parar.

Voltou a acontecer no Afeganistão, um destes dias.

Veio num ou noutro jornal, ouviu-se numa ou outra estação de televisão.

Indignaram-se uns quantos---aqueles escassos que estão atentos e a quem estas "coisas" da guerra e da inominável [e indesculpável] regressão civilizacional que ela configura ainda "incomodam", passaram adiante todos os demais, aqueles a quem o odor---porém, acremente... irrecusável e revelador!---dos crematórios não chama nunca a atenção nem acorda a consciência ou os outros para quem todo o Mal de é capaz um ser dito humano morreu quem sabe se de... fome e de frio num Gulag qualquer da Sibéria estalinista...

Os... "Hitler? Ni vu ni connu!", aqueles, os Henry Fords e tutti quanti para quem o autor dessa inqualificável abominação moral e inimaginável aberração intelectual que é "Mein Kampf" foi durante muito tempo um utilíssimo e eficaz 'combatente do comunismo' com algumas ideias, afinal, excelentes que justificavam o silêncio cúmplice e o lavar criminoso de mãos, são esses os maiores fabricantes de Hitlers [e de Bushes e de Netanyahus ou de Sharons; de Auschawitzes, de Treblinkas, de Baune-la-Rolandes, de Buchenwalds, de La Monedas, de Faixas de Gaza, de Guantánamos ou de Abu Ghraïbs] de que há memória---e, apesar de tudo e para vergonha desses [se a tivessem!...] e de todos quantos com esses partilham, nem que seja por cobardia e simples inacção, condutas e posicionamentos de monstruosa cumplicidade e de indigníssimo silêncio, ainda há memória, ainda vai existindo---e resistindo---apesar de tudo, memória!

Todos os dias ocorrem infelizes "incidentes" como o de ontem ou anteontem no Afeganistão ocupado;

..................................................................................


É a Morte?

Não, para alguns; para muitos em todo o mundo, para demasiados em todo o mundo, é simples [e cada vez mais naturalmente] a vida...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Fernando Nobre À Presidência!" [Incompl.]


Porquê?

Vejamos: sempre foi contenção do titular do blogue que a democracia são também os partidos e toda a estrutura institucional que em torno deles gira mas, em caso algum, apenas e só os partidos ou até principalmente os partidos.

Estes são, se quisermos usar um tipo de imagem muito corrente e comum, o "chassis" da democracia mas, em caso algum o seu "motor".

O motor da democracia é incontornavelmente a Opinião, a Cidadania.

O contrato social democrático básico, primário, determina que esta, por meras razões de funcionalidade e operatividade sistémicas, negoceie periodicamente com um corpo maior ou menos de representantes ou "representativos" seus o exercício do poder político---por isso mesmo chamado sempre de "representativo" ele próprio assim como o próprio sistema, no seu todo.

O 25 de Abril, durante o fecundo embora fugacíssimo período de "laboratório social e político" que vai até 25 de Novembro de '75 trouxe consigo um saudável movimento de "basificação" radical da vida cívica e política da sociedade portuguesa que se configurou nas múltiplas comissões [de moradores, de utentes dos serviços públicos, de inquilinos, de bairro, etc. etc.] que, à época, surgiram ou se aformasram com poderes próprios e que poderiam ter constituido o embrião de uma verdadeira democracia que a "novembrada" de '75, a pretexto de repor a ordem "democrática", cortaria, porém, cerce.

Do "laboratório social" que foi o período que medeia entre Abril de '74 e Novembro de '75 e do impulso---e do espírito---de saudável "cooperativização" do próprio poder político como tal que animou as respectivas dinnâmicas internas poderia, todavia, ter surgido o verdadeiro corpus institucional capaz de constituir-se a prazo, se o tivessem deixado crescer e consolidar-se, como o interlocutor ideal do sistema de partidos, permitindo, desse modo, que aquilo a que nos obstinamos apesar de tudo, em chamar, hoje, 'democracia', possuísse não apenas, como hoje sucede, um corpo mas, de igual modo, uma alma e um espírito que animassem continuamente, em tempo real ou tão próximo do real quanto possível, esse mesno corpo.

De facto, como tantas vezes tenho dito, aquilo que hoje-por-hoje existe em Portugal com esse nome não é Democracia: é um sistema demoformal estrutural---nuclearmente!---corrompido por si próprio em que, por falta de marcadores efectivamente populares e actuantes em tempo real, aquilo que é periodicamente "negociado" entre a a sociedade e os agentes políticos [não já verdadeiros representantes] não é o exercício funcional e instrumental do poder mas o próprio poder como tal.

Na verdade, aquilo que, entre nós, passa comumente por eleições são já, em consequência dessa deformação primária objectual do 'regime'---desse pecado original seu---meras... "des-eleições" por meio das quais a sociedade portuguesa descarta sucessivamente maus políticos e más políticas através de algo que muito mais, pois, do que um voto político é, na realidade a simples expressão de um posicionamento ou des-voto apenas e somente platónico e in/essencialmente "moral".

Se, na definição clássica, a Democracia é a institucionalização e, por via dela, a concretização do direito de os povos de escolherem livremente as formas concretas, materiais, do seu próprio futuro, aquilo que, em Portugal, hoje-por-hoje, passa correntemente por democracia, representa, sim, a "liberdade" de optar pelas modalidades ideiais mas do nosso próprio passado como sociedade o que mostra bem o carácter completamente disfuncional de assistema que o... sistema democrático sofreu entre nós já.

Tudo à nossa volta o evidencia---e permite demonstrar essa deriva anti-sistémica da democracia cujos re/inícios em '74 pareciam, porém, tão auspiciosos e tão prometedores.

Eu não creio nas "democracias apartidárias" ou "suprapartidárias" mais ou menos providencialistas e ilumindas, musculadas.

Creio, sim, que uma democracia assente numa estrutura de partidos não tem necessariamente de derivar para a partidocracia que é hoje inequivocamente o sistema que vigora em Portugal.

Não creio, obviamente, que seja o Presidente da República [mesmo que não se trate de um mero funcionário e tecnocrata como Cavaco Silva mas de um cidadão e de um Homem bom, um Humanista, como acredito ser o Dr. Fernando Nobre] quem, da Presidência da República, vá sanear o sistema político recuperando as saudavelmente activas dinamias sociais e políticas que o 25 de Abril trouxe.

Nem creio, aliás, que Fernando Nobre ganhe as próximas eleições.

Não estão reunidas as condições objectivas e subjectivas de agudização da vida económica, social e política [ou geopolítica!] nacional que propicie uma vitória do meu candidato sobre os dois ou três candidatos oficiais ou oficiosos do status quo.

Agora, aquilo em que creio é que a candidatura Fernando Nobre possui virtualidades e potencialidades inestimáveis que vão muito claramente no sentido de um desejável e significativo redespertar da consciência dos cidadãos e, de uma forma mais directa, concreta e específica, das dinamias sociais, políticas ou até simplesmente mentais que vieram torrencialmente à superfície da História e da Política em Abril de '74 e que, em breve, se perderam em resultado da re/acção de politicões astutos e ardilosos que muito bem compreenderam precisamente até onde, em termos de verdadeiro saneamento e de efectiva democratização das formas essenciais da nossa existência colectiva, aquelas experiências poderiam ter conduzido.

A pessoa do candidato é ética e civicamente inatacável e até mesmo algumas aparentes fragilidades como as várias mutações que a sua intervenção cívica e política sofreu ao longo dos tempos podem, afinal, constituir não apenas a prova de que é preciso procurar sempre sem complexos e sem pré-juízos, sem docilidades e fidelidades formais acríticas e limitadoras da da própria liberdade individual para escolher as formas mais adequadas de nos reencontrarmos com a Cidadania como, sobretudo, a de que não é já mais possível encontrá-las dentro do sistema, estando, pois, por fim, abertas as portas, políticas, instituionais, mentais, etc. que hão-de levar à renovação senão mesmo à revolução daquele que é já hoje, para todos os efeitos, um sistema político sem vida e sem qualquer hipótese demonstrável de auto-regeneração espontânea e/ou endógena.

domingo, 11 de abril de 2010

"To[le]iradas, não!"

Imenso bicho-de-mato que sou: eremita em que, na prática ultimamente mais ainda me tornei, mau grado a leitura diária dos jornais, desconhecia, em absoluto, que iria haver em LIsboa uma manifestação contra as touradas.

E tenho pena: a ela me teria juntado de bom grado!

Fisicamente, quero eu dizer!

Em espírito e em incondicional aprovação, eu estive lá e ainda hoje [e amanhã e sempre!] lá hei-de estar!

Até que a prática abjecta de confundir Cultura com o seu exacto oposto---a barbárie---se extinga finalmente!

TOIRADAS, NÃO SÃO CULTURA:
A CULTURA NÃO MATA NEM TORTURA!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Admiro..."


... e celebro a exemplar mobilização cívica das gentes de Valença contestando onde parece ter-se tornado inevitável que sejam contestadas as sucessivas e gravíssimas exacções cometidas por um poder político desvairado, completamente atarantado pela crise e pela sua própria incompetência para lidar com ela mas sempre pronto a marchar à desfilada por dentro do pouco que resta do Estado Social português.

Não apenas comungo dela: junto-me a ela entusiasticamente oferecendo-a mesmo como exemplo a seguir à crónica apatia nacional em matéria cívica e política---à qual devemos, aliás, o estado verdadeiramente miserável a que, como País, acabámos por chegar.

Viva Valença!

Arriba España!

"Nunca mais---e quem não quiser põe na borda do prato, ham?!..."


Na sequência de uma sempre animada, útil e agradável troca de impressões com o Amigo Gonçalo Eusébio, aqui no "Quisto", decidi tornar pública uma deliberação que recentemente tomei: a de nunca mais, em caso algum, aceitar submeter as minhas opiniões na forma, por exemplo, de comentários em blogues, a um humilhante "exame prévio" que me repugna intelectual e civicamente e que, de resto---de forma, aliás, natural e instintiva, sem deixar de compreender, de forma pontual os argumentos de quem assim procede---sempre repudiei.

Tenham lá paciência, ham?

Eu já sou crescidinho [até demais para o meu gosto mas isso são outros "contos" que não vêm agora ao caso...], costumo assumir a responsabilidade do que digo e escrevo, não admito que me tutelem mais a opinião que é uma das poucas coisas que ainda me restam e de que não quero, por isso, abdicar.

De hoje em diante, portanto, acabou-se, de vez, a censura: só partilho opiniões com quem respeita a alheia a ponto de não tentar "capturá-la" em dispositivos que são objectivamente outras tantas armadilhas paternalistas, tutelares e, queiram-no ou não aqueles que a eles recorrem, censórios da opinião.

Pela minha parte, acabou!

Fico [ainda] mais só?

Talvez mas uma certa "educada e selecta" solidão [como dizia, por outras palavras, um horóscopo meu aqui há tempos...] nunca me meteu medo [pelo contrário!] e, além disso, mantenho intacto o respeito que devo a mim próprio e à minha independência intelectual e crítica.

... O que bem vistas as coisas vale mais do que certas companhias que, passando-nos a mão paternal [ou maternal] pelo pelo, inevitavellmente nos menorizam---e apoucam.


De hoje em diante, pois, quem, blogue ou site, quiser a minha "pobrezinha mas asseadinha" opinião... "paga-a" na forma do respeito que deve à sua autonomia, à sua independência e às suas, para mim cada vez mais sagradas, inteireza e liberdade!

Santa paciência, ham?!...

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Completando---e Explicitando---Uma Ideia Apresentada Noutro Lugar [Mas Sempre Não ao Bullying Animal!]"


Não se ofendem os animais por se garantir a especificidade dos respectivos atributos e competências, o carácter particular da sua natureza e até das suas formas específicas de nobreza .

Ofendem-se é quando os desentendemos, reportando erradamente esses atributos e essas competências às nossas próprias---e vice-versa.

De resto, não é apenas a eles e a nós próprios que, nesse caso, desentendemos---e começamos, de algum modo, a violar: é a própria Natureza como tal...

domingo, 14 de março de 2010

"Definitivamente..."


... Não ao 'bullying' animal!!

Quem quer provar que é inteligente usa para tal outros padrões que não a inteligência dos animais!...


[Imagem extraída com vénia do lugar de Fora Assessins de Bous de Catalunya, no "Facebook"]

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Mais do mesmo... vindo dos mesmos..."


Num artigo do "Público" de hoje, vem o embaixador de Israel em Portugal afirmar, a dado passo, expressamente o seguinte---e cito: "A doença do anti-semitismo está à nossa volta e tem vindo a aumentar nos últimos anos".

E acrescenta, logo a seguir: "A deslegitimação de Isreal é a sua moderna expressão".

Ora, há um equívoco, no mínimo, potencial muito grave nesta formulação que confunde, perigosa e a meu ver, nada inocentemente, anti-semitismo e oposição de ordem política ou, "simplesmente", ética e humanitária ao modo como o estado de Isreal gere topicamente a sua acção no Médio Oriente.

O crime e a brutalidade militar sistemáticos [sistémicos!] e até tristemente 'estratégicos' e contínuos são, com efeito, para qualquer indivíduo minimamente bem-formado e defensor de valores universais de humanismo, argumentos mais do que suficientes para pôr, muito claramente, em causa os fundamentos éticos e de natureza especificamente humana sobre os quais assenta um estado nacional que, muito mais do que um país, se tornou já, hoje um verdadeiro reduto fortificado e um veículo militarmente poderosíssimo de expansão cega e a qualquer custo [os famigerados "colonatos" basteriam para atestá-lo] assim como de opressão---senão mesmo de tendencial exermínio---de todas as formas de vida, designadamente humana, em seu redor.

Isto, esta justíssima indignação e esta escandalizada repulsa perante um comportamento brutalmente expansionista e implacavelmente opressor dos povos em volta levanta, queiram-no ou não aqueles que com ele se mostram concordes, graves problemas de legitimidade que, mesmo admitindo que comecem por ser "apenas" de ordem moral, humanitária, civilizacional e ética e não especificamente política, acabam, inevitavelmente, por repercutir e, de modo muito sério e seriamente penalizador, no domínio específico do político.

Enquanto apoiante assumido e confesso---orgulhoso, mesmo---deste posicionamento de firme e incondicional repulsa e/ou activa rejeição relativamente às políticas expansionistas e brutalmente militaristas; aos comportamentos profundamente desumanos e, sob muitos aspectos, demonstravelmente incivilizados [in-civilizados] do estado de Israel, não tenho alternativa a considerar extremamente infeliz porque, no mínimo, objectivamente mistificadora a confusão que se pretende ver estabelecida entre anti-semitismo e isso que, mais do que um qualquer direito que, ainda que legítimo, se pode exercer ou não, configura um verdadeiro dever e um imperativo genuíno de consciência, impossível de não ser sentido por qualquer indivíduo minimamente consciente, responsável e civilizado, independentemente das suas ideias políticas, da sua raça ou da sua nacionalidade.

Choca-me muito sinceramente que um jornal que, mesmo quando dele muitas vezes discordo, hasbitualmente respeito pela dignidade com que, em geral, trata os diversos tópicos da realidade contemporânea se preste a servir de veículo dócil e acrítico para o que, de facto, não ultrapassa o plano da mera propaganda e do simples marketing político, em claro desrespeito por milhares de seres humanos---todo um povo, de facto---sem voz que, se a tivesse, nos daria seguramente conta daquilo que falta ao marketing e à simples propaganda---o reverso, bem mais negro e arrepiante, de todos os marketings e de qualquer propaganda.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"I am Gaza"!

"I am, too"!
Now and Ever!
I am all the Gazas in the world!

[Imagem de Enzo Gradassi, do álbum "Free Palestine", disponível no "Facebook"]

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Lembremos..."


Recolhido com vénia [e dentro de um espírito de incondicional solidariedade internacionalista] do "Facebook" do álbum "Free Palestine" de Enzo Gradassi.
"Let's all work to get it freed---and as quickly as possible!"