
quinta-feira, 15 de julho de 2010
"Algumas Reflexxões Sobre O Mito e a sua Necessidade"

quarta-feira, 14 de julho de 2010
Salome's Dance - Dresden
Salomé: a fixação narcísica onanista e o puro exibicionismo como metáforas cultu[r]ais ou... "antroponema".
VICTORZ: R.STRAUSS SALOME / RATOSH AL-CHET
Salomé: 'Nabokov avant-la-lettre' ou o voo truncado de um Ícaro fortemente erotizado feito esplendoroso cerimonial onanista---e "cultema".
"Um «Complexo de Salomé»?"

terça-feira, 13 de julho de 2010
"O Meu Primo Luis-II"
É toda uma época histórica e mental que está aqui numa das mais diáfanas, translúcidas e esclarecidamente plásticas vozes que conheço.
De uma elasticidade admirável, cativa e impressiona pelo modo como consegue, apesar dos tiques interpretativos e dos 'frágeis' maneirismos "de época", quase magicamente converter o que era sobretudo estreiteza de vistas e puro provincianismo [aquela "Aninhas"! Meu Deus!..."] numa experiência melódica e musical verdadeiramente deliciosa, álacre e por vezes quase literalmente... "espumante", absolutamente 'respeitável' e praticamente isenta de qualquer género de... "pecado[s]", artísticos ou 'outros'!...
"Sobre a Ideia de Cristianismo"

Tornando-a a ela própria invisível em si mesma.
A velha 'questão' da «historicidade» [ou da «historialidade intrínseca»] do cristinanismo i.e. da sua, em meu entender, desejável e potencialmente fecunda «crítica imanência» vs. a sua, por seu turno, «criticionalmente estática e inerte, completamente imóvel» "transcendência" não faz para mim o mínimo sentido: todo o cristianismo é idealmente «imanente».
Nesse sentido epi-dialéctico [dialectizante] móvel e estruturalmente [estruturacionalmene] aberto, a tradição cristã 'virou em mim' cristianismo.
A minha consciência ou inteligência do real ancorou [angulou, verticiou, mesmo] no património Cristão pré-existente daí, partindo daí, então, "à Voltaire" mas também "à Sartre", para uma leitura organizada---possivelmente orgânica, também---da própria História e/ou, num plano mais abstracto, da Realidade onde aquela se 'fixa' e de que ela é "objectuação especular ou especulada", "especulacional", específica e particular [ou «particularizadora»/«particularizante»].
O 'Cristianismo' em si, ninguém verdadeiramente o duvidará, configura um universo ficcional similar a tantos outros que as comunidades humanas constroem a partir das pulsões filogénicas funcionais ou funcionantes de que a "consciência" vem naturalmente provida.
Conhecer---"cognoscer", como prefiro dizer---é uma «componente funcional ínsita de vitação», como digo numa improvisada semântica pessoal: "cognoscer" é seriar funcionalmente as impressões sensíveis pondo-as ao serviço dessa mesma mesma «vitação» necessária que informa todos os "seres" ou "esseres" existentes.
Se há "lei" estável do esser ou do que chamo "a condição essente" básica ou primária da matéria, é... o próprio esser transformado numa qualquer consciência estável ou estabilizada [primária, secundária, etc.] de si.
Quando consideramos teoricamente a génese filobiogénica do "esser" somos forçados a perceber como "ser é um dever ínsito estrutural/estruturante da matéria".
Todo o "ser" está organizado, de forma estrututural e estruturadamente natural, para ser.
Todas as formas de "solidariedade aparente" ou "aparencial" ligadas secundariamente à consciência do ser radicam nesse princípio absolutamente fundamental, nuclear, atómico até, que é, no limite, indissociável do próprio "esser" como tal e também como expressão particular e própria, necessária ou "necessitária", funcional/funcionante de si.
Aquilo que uma linguagem [uma sintaxe mais do que objectualmente um léxico] um «idioma criticional» como o cristianismo fornecem é a possibilidade de fazer comunicar entre si e consigo um conjunto de "formulações utilizantes" naturais ou instintuais, "ecológicas" ou "ecoformes", da consciência transformando-as num código comum que confere, por sua vez, fundamento [«substanciação fundamentante» ou «fundamentacional»] às diversas formas secundárias, terciárias e por aí fora de "societação biomórfica".
Pretender utilizar um idioma como um absurdo conhecimento em si tem muito pouco ou nada a ver com «Conhecimento».
É, porém, exactamente o que faz o "Cristianismo dos teólogos" que não utiliza o cristianismo como um modo de realizar histórica ou objectualmente, o esser mas, pelo contrário, de tentar de forma inteiramente disfuncional e absurda projectar a ficcção de uma super-realidade constante e intemporal sobre a própria realidade, impedindo que formas verdadeiramente operativas de realizar a ecologia do ser e da própria possibilidade concreta de transcendendência [de transcender ou "transcendentalizar"] ocorram naturalmente na História.