segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Sob e senão"




De uma artigo do "Diário de Notícias" de 11.09.10 assinado M.M. ["Informação da RTP criticada por protagonismo dado a Cruz"] retiro a citação: "As primeiras críticas surgiram por parte dos telespectadores, o que levou o provedor a colocar no site da RTP uma nota no qual [sic] avança a sua posição: Discordo e lamento que o tratamento deste assunto não esteja a obedecer a parâmetros de equidade, privilegiando Carlos Cruz, provavelmente por critérios editoriais." Paquete de Oliveira adianta que esse tratamento "coloca a RTP sobre [sic, sublinhado meu] a acusação de parcialidade e de exercer um 'proteccionismo corporativo' descabido"".

Ainda do "D.N.", desta vez da edição de 14.09.10, de um texto da autoria de Mário Soares ["Sondagem e Orçamento" que analiso noutro lugar] retiro a frase "Senão for aprovado [o Orçamento Geral do Estado para 2011] é muito grave para todos nós".

A ideia destas citações é a de evidenciar como o uso da língua portuguesa tende gradualmente numa sociedade in/essencialmente "impressionista" e "gestaltista" em termos dos modelos dominantes de abordagem e representação da realidade, dominada pelos média a tornar-se impreciso, pouco rigoroso e pouco orgânico [pouco estrutural no bom sentido do termo] e, pelo contrário, cada vez mais difuso e apenas aproximado, sendo as confusões entra a formas das palavras [muito mais do que os verdadeiros erros] uma das características dominantes do mau falar---e pior escrever...


[Imagem ilustrativa "gentilmente cedida" por chomp-chomp-dot-com]

domingo, 12 de setembro de 2010

"Questões de Linguagem" [Por rever]


Há muito que defendo a ideia de que a televisão [antes ainda do computador] introduziu nos nossos modos tópicos de conceber e, sobretudo, de 'usar a realidade' [e, dentro dela, a própria linguagem que utilizamos para representá-la e, em geral, nos relacionarmos com ela] poderosíssimas alterações de conteúdo de que nunca mais recuperámos [ou diria eu: de que nunca mais nos recompusemos] como indivíduos e como cultura.

Passou-se, na essência, de um paradigma de "cognicização" [e, de uma forma mais lata, de "cognicionalidade"] em que a inteligência humana desempenhava, de alguma forma, pelo menos, potencial, sempre, de um modo ou de outro, o papel do sujeito [na medida em que era ela que impunha aos mecanismos quer objectivos, quer subjectivos ou subjeccionais de cognicização o seu próprio tempo de apropriação inteleccional---e, assim, teoricamente, ao menos, de facto---crítica" da realidade para um outro paradigma em que, exactamente ao invés, eram os mecanismos de cognicização, sobretudo os de natureza mais claramente objectiva e exterior, que impunham ao indivíduo um tempo não apenas exógeno mas também único comum [comum a todos os indivíduos de uma mesma comunidade]---um tempo que, além de levar 'a reboque de si' a consciência [os mecanismos individuais de 'conscienciação da realidade' e, por extensão, numa segunda fase, de conscienciação tout court] fazia tendencialmente da consciência, por isso mesmo, graças a essa dinâmica inversional dos mecanismos tópicos de 'conhecimento', um mero "livro de bordo" ou simples "ledger" dos usos cultu[r]ais, sociais etc. da realidade.

A possibilidade de controlar e gerir os tempos [a temporicidade cognicional ou mesmo cognicionante] era, pois o que distinguia, não tenho dúvidas em dizê-lo, os modelos a que poderíamos chamar "tradicionais" [activos] de conscienciação dos que lhe sucederam e que possuem, pois, caracteristicamente, uma natureza in/essencialmente passiva, secundária, instrumental, praticamente incidental e topicamente inerte.

A percepcionação do real via televisão [todo o paradigma cultural que usa a televisão e, em geral a "imagem significada" como referência estável indirecta ou directa de representacionalidade do real] caracteriza-se a meu ver por agir em onda [utilizemos um palavrão---possivelmente...--- esclarecedor: em "onda gestáltica"] insinuando-se na consciência na forma [mais do que no conteúdo] de uma "núvem sémica" indiferenciada e homogénea de que é muito difícil reconstituir autonomamente as componentes particulares, composicionais, e, por conseguinte, em geral, o respectivo funcionamento enquanto aparelho, digamos assim.

Como professor, não ignoro que este 'paradigma teorizante e apropriacional' passou a dado passo a ser, em abstracto, ensinado formalmente nas escolas sob designações... epistemologicamente "nobilitantes" como "functional", "structural" e por aí adiante, formalizando, assim, um modo tópico, substantivamente cultu[r]al, de representar não apenas a realidade como o próprio Eu e a consciência, enquanto coisas, enquanto 'objectos-em-si', a si próprios.

O que eu quero, muito claramente, dizer é o seguinte: quando como método e até como "cultura", se recorre a este modelo global "construtivista" e exógeno, de "reconstituir criticionalmente" a realidade, partindo de uma ideia ou até impressão do real como todo e não caminhando gradualmente para uma visão efectivamente crítica do todo, o resultado é que é todo o possível funcionamento substantivo do real que é "posto entre parênteses", "empoché", tendendo o real a ficar limitado a uma existência meramente automática e simplesmente reflexa [não reflexiva] na consciência daquele que, por tudo isto, não figura já como sujeito, senão que, na melhora das hipóteses, como... "objeito" ou simples "subjecto" do próprio Conhecimento.

A esta cultura que coloca em última instância, a geometria do conhecimento no lugar da ecologia do mesmo [a descrição no lugar da reconstrução pontual e incondicionalmente crítica] poderíamos por isso mesmo chamar uma "cultura geométrica" por oposição à natureza muito mais "algébrica" e efectivamente matemática [e "matematizante"] que, no plano da pedagogia e da didáctica das línguas tinha a "Gramática" por centro e modelo informador.

Numa sociedade massificada, os modelos de percepcionação do real viajaram, [num certo sentido, ao menos quantitativo mas também, de um modo ou de outro, tópico] muito naturalmente da periferia para o centro, i.e., da sociedade para a respectiva Cultura, do "entertainment" para a Escola.

A propósito desta questão da migração dos modelos estáveis de apropriação/representação do real da periferia para o centro, há, entanto, a assinalar algumas singularidades; vou referir duas: a primeira, é que passou, a dada altura, a existir na sociedade em que vivemos uma espécie de movimento de marés de sentido radicalmente oposto, polarmente contrário; duas culturas [e dois modelos de percepcionalidade a partir dos quais vai organizar-se, em última análise, a própria divisão da sociedade em classes] numa só, virtual: por um lado, uma direccionalidade que vai, como vimos, da periferia para o centro, da agnosia para domínios como a Pedagogia e a Didáctica que são áreas especificamente técnicas, contribuindo-se, desse modo, para manter a ilusão de uma organização democrática obtida, no entanto, pela desconstrução organizada da possibilidade de uma verdadeira democracia do conhecimento e, no limite, de uma [porém sempre reclamada!] "Gnoseotopia" que tudo no modelo de sociedade ocidental e no modo como ela está, de facto como de direito, organizada nega---e impossibilita; por outro lado, uma verdadeira micro-sociedade do conhecimento [do verdadeiro conhecimento] subsumida ao modelo económico e, portanto, inacessível enquanto conteúdo mas também enquanto forma ao conjunto da sociedade.

Este um aspecto singular que decorre do modo como o paradigma está organizado; outro, dava-no-lo há dias um analista na imprensa. Num texto intitulado "Hollywood reencontra a comédia" [cf. "Diário de Notícias" de 12.09.10] falava João Lopes do que considera ser uma espécie de 'resgate' do valor e do significado culturais da televisão [que é algo que a mim a mim, pessoalmente, devo dizer, se me afigura francamente discutível mas é uma opinião legítima, a do crítico, como é evidente] por oposição ao cinema onde, argumtnta João Lopes, de forma paradoxal, terá ocorrido um fenómeno inverso de degradação e aviltamento, de "debasement", diria um inglês ou um americano.

Tenho, como disse, sérias reservas sobre a natureza típica e tópica desta "troca": é verdade que o cinema se tornou, à semelhança, aliás, do que ocorreu das mais diversas formas na sociedade moderna e pós-moderna em geral, num mero suporte funcional da tecnologia e, em diversos casos, enquanto forma de expressão estética, refém dela, até.

Duvido é que se tenha "deslocado" para a televisão [de modo a ver nela reproduzidos os Bergman, os Fellini, os Visconti, os Fritz Lang, os Kubrick ou até os Hawks, os Fords e os Hitchcocks] que fizeram do cinema uma Arte.

É um facto que algumas séries televisivas abordam hoje temas que, possivelmente porque grande parte do "consumo" de entertainment se movimentou para o espaço virtual 'puro' possuem, apesar da linguagem que utilizam para serem narradas, fugiram do cinema ou abertamente imbecil ou fortemente marcado pelos "cheap tricks" tecnológicos "pour épater le bourgeois".

A verdade, porém, é que nada de essencial mudou efectivamente no plano estritamente gramatical da linguagem televisiva [um discurso in/essencialmente "útil" e funcional] assim como nada de igualmente substantivo se alterou no plano das relações do indivíduo com o real não se vendo como da televisão possam partir os fundamentos de qualquer mudança relevante neste âmbito verdadeiramente crucial dos padrões de abordagem da realidade e de autonomização da consciência ou do sujeito relativamente ao objecto ou objectos do real.

"Questões de História"


Vão-me desculpar mas hoje não me apetece [de todo!] ser "política nem argumentativamente correcto"!

O Benfica voltou a perder, as sondagens dão o indescritível Passos Coelho como "a coisa mais parecida com um político" que Portugal foi capaz de arranjar nestes últimos tempos [após um longo período de gestação em que o País ---nessa como noutras matérias, aliás---foi rigorosamente igual a si mesmo na falta de imaginação assim como na de vontade de finalmente começar a regenerar-se]; na televisão a Joana Amaral Dias não há meio de se calar [além de, ao não fazê-lo, continuar a dizer "coalho" e "tambáim" de uma forma inimaginavelmente irritante]; Luís Amado [o 'Kenny Rogers da Reboleira'...] não faz a barba ou [melhor ainda] não o faz a barba a ele e nos livra, de vez, da sua pedanteria tão indigesta quanto petulante e provinciana; enfim, o mundo [e Portugal, de modo particular] parecem uma imensa câmara de torturas em que já nem o clima [cada vez mais insuportável e improvavelmente magrebino...] se aproveita.

Vou, por isso, pegar no tema do momento, ou melhor, num ângulo envolvendo o tema do momento: o não-sei-quantos aniversário do chamado "11 de Setembro" [para "expiar" o qual, como é sabido, uma verdadeira quadrilha internacional de terroristas com um tal Bush à cabeça (?) "inventou" pelo menos duas guerras onde o lítio afegão e o petróleo iraquiano passaram---sem grande oposição dos mídia, aliás---pela "justiça" que, diziam todos à vez [com, na versão local, o papagaio Luís à frente] iria definitivamente ser reposta com o denodado esforço "civilizacional" dos paladinos em questão: Bush e a sua matilha de "bushmen" amestrados [Barrosos, Aznars, Bleaghhs e por fora].

O ângulo a que me refiro diz respeito às famigeradas "caricaturas de Maomé" [Maomé com um turbante-bomba na cabeça olhando alucinado o vazio à sua frente] saído da pena de um tal Kurt Westergaard que---por cem euros, diz ele---se lembrou, há tempos, num tal "Jyllands-Posten", de vir a público implicar com "uma certa ideia de islamismo" muito parecida, aliás, com aquela que o 'marketing de guerra' ocidental---o oficial das agências de "inteligência" e o oficioso dos jornais e das televisões, das "tê-vê-is" globais, sempre disponíveis para a dança nupcial com a estupidez e para os toscos rituais de acasalamento com a intolerância mais ou menos habilmente disfarçada de "liberdade" que faze o seu género e deixam em "êxtase crítico" as "plateias circenses" virtuais típicas Idade Mídia pós-moderna---andou estratégica [ou apenas irresponsavelmente?...] a disseminar por esse mundo ocidental fora.


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Quer tudo quanto já escrevi dizer, numa palavra, que eu sou contra a "liberdade de imprensa"?Longe disso!O contrário disso, na realidade, aliás!Quer isto dizer, exactamente ao invés, repito, que sou definitivamente, em nome, precisamente da liberdade responsável de opinião e de pensamento que sou contra a irresponsabilidade crónica [a obscena "neutralidade e amoralidade críticas" tão características do "comércio de notícias", dessa indecorosa "indústria global da manipulação" que passa hoje-por-hoje no "Ocidente" facilmente por "imprensa" ou, de um modo mais lato, por "comunicação"] substituindo a lucidez, o esclarecimento e a perspectiva verdadeira e responsavelmente humanista pelo escandaloso "comércio de cheap tricks", a "pornografia da opinião", onde meia dúzia de 'traficantes de convicções' e, muitas vezes, de "interesses"---vulgo: "comentaristas"---se encarregam de espalhar a confusão, excitando reflexos, espicaçando tropismos, manipulando fantasmas, mexendo, em suma, ininterruptamente no "caldeirão dos instintos" de uma sociedade pseudo-moderna, desoladoramente preconceituosa, tanto quanto mal-disfarçadamente intolerante, civilizada à pressa e mal e que adora que lhe coçem a "barriga das ideias feitas" e dos pré-juizos profundamente entranhados, numa indecorosa demonstração de «primarismo organizado» pelo qual, todavia, ninguém é responsável e pelo qual ninguém assume minimamente responsabilidades---um conjunto tópico de disfunções críticas e de perigosas alarvidades que com o tempo se converteu numa autêntica "cultura" em si mesma.

Westergaard decidiu desenhar uma autêntica simplificação cultu[r]al e um pré-juízo infelizmente muito comum, inescondivelmente etnocêntrico e cultu[r]almente "compressor" [se não quisermos dizer abertamente repressor e opressor...] convertendo todo um 'universo conceptual', cultu[r]al e especificamente religioso', num único cliché--- atirando, assim, a este universo, uma pedra com a mão que, imediatamente a seguir, escondeu atrás do biombo conveniente da "liberdade de expressão de pensamento" e/ou de "opinião".

Eu até admito que a visão que Westergaard tem do Islão [ao qual, como bom ateu-graças-a-Deus que sou, nada, nenhum laço ou vínculo particular me liga, aliás, devo dizer]; eu até admito, pois, que a visão e o des/entendimento que Westergaard tem do "Islão" sejam aqueles---que curiosamente são também as do "meu vizinho do lado", daquele "Zé Toda-a-Gente" para quem "os árabes são «assim mesmo», todos terroristas e assassinos e deviam era ser corridos de vez da Europa e mandados todos de volta «para lá», para a Arábia ou «lá de onde eles vieram», eles e os ciganos e os pretos e os chineses «que são outros que tais»---e mais não sei quê...

Eu até admito, dizia, que o bom defensor da "liberdade" que é seguramente o cidadão Kurt Westergaard seja... desses e que, num "mundo de liberdades" como 'o nosso', possa dispor do privilégio de assumi-lo abertamente e de dizê-lo [ou de desenhá-lo!] em público.Agora, tem é de se responsabilizar pelos seus actos e de assumir, tão natural e tão abertamente como à própria visão em si, as implicações que dessa mesma visão inevitavelmente decorrerão que o mesmo é dizer: do exercício da referida 'liberdade'.

Mas não se trata aqui ~[entendamo-nos!] de tomar o partido da violência reactiva: trata-se, sim, de perceber que vivemos num mundo em que ela, violência, é, por diversas razões de organização social, económica, política, etc. uma realidade, um "facto da vida", que não se combate nem se contribui para extirpar, como seguramente muitos de nós desejaríamos, alimentando-a ulteriormente com actos provocatórios, agressoramente gratuitos e irresponsavelmente incendiários.

Há dias foi um "pastor" qualquer de Deepshitville, Backanowhere, U.S. of A. que, em crise de associados para a respectiva charafarica [eram menos de cinquenta, diz a imprensa, os que papavam regularmente as prédicas---seguramente iluminadas---desse "ministro dos Simpson" até aqui completamente anónimo e muito justificada---e muito saudavelmente!---ignorado] e em 'panne' de modos minimamente inteligentes e civilizados de dar-se a conhecer resolveu queimar o Corão para "protestar" contra a construção de uma mesquita num local onde parece, aliás, que já havia uma.

Não tinha "o direito" de fazê-lo?

Se o tinha ou não, não sei: sei, porém, que o indivíduo em causa não percebeu de todo que esse "direito", a existir [e não vou, neste momento, repito, posicionar-me ulteriormente em relação a ele] é, em qualquer caso, indissociável do dever de arcar com as respectivas consequências, para si e para toda a gente directa ou indirectamente envolvida no exercício "livre" do "direito" em causa.Há, hoje, por outro lado, uma imensa polémica em França envolvendo a expulsão organizada de ciganos romenos por parte de um [chamemos-lhe: peculiaríssimo] governo Sarkosi.

É verdade que grassa uma enorme demagogia em torno da 'resistência' ao projecto da mal-disfarçada "limpeza étnica" sarkosiciana: ninguém ignora que o "problema cigano" por toda a parte, inclusive em países da Europa Central como a Roménia e a Hungria de onde irradiam os ciganos para os restantes países da chamada "União Europeia", incluindo Portugal, é um problema da ausência gritante de políticas de integração que não existem e que, de resto, está mais que provado, ninguém pensa honestamente em criar.Dito de outro modo: que a alternativa às expulsões [ou "deportações consentidas, compradas"] não é a permanência em "ghettos de banliena" que são, em França como em Portugal ou na... Cochinchina, outros tantos barris de pólvora social prontos a explodir.

O "problema cigano" ["la quéstion tzigane", como lhe chamariam, por analogia com uma certa "question juive" de outros tempos e com outras ressonâncias, possivelmente um Sartre, um Paul Nizan ou uma Simone de Beauvoir] passa por políticas económicas e sociais organizadas e consistentes, levadas a cabo com a definição de metas e objectivos definidos na forma como no conteúdo---sem esquecer no tempo...---e o mesmo é rigorosamente válido para as comunidades muçulmanas e/ou islâmicas.

De facto, para qualquer extracto ou camada social, étnica, etc. existente dentro do modelo teórico de "sociedade orgânica" que devia vigorar---que devia prevalecer e constituir mesmo paradigma referencial---numa Europa efectivamente moderna, realmente civilizada e genuinamente social.

É essa uma tarefa política mas também---e, num certo sentido, sobretudo---civilizacional.Uma tarefa que não se constrói, todavia, com actos de opressão [como a célebre "questão dos lenços" ou essa outra "dos minaretes suiços"] ou mesmo de aberto terrorismo cultu[r]al como o do pastor Não-sei-quantos de Pissacrap, Voidville, U.S.A. nem tão-pouco, com os bonecos deste, apesar de tudo, bem mais talentoso Westergaard dos desenhos de Maomé.

É uma questão de responsabilidade intelectual, cultu[r]al e civilizacional, individual e colectiva, que apenas os «mistificadores de carreira» "at high" [alguns"not-so-high" como tudo isso mas enfim...] "places" gostam de [e se obstinam em] confundir com o valor abstracto e disfuncionalmente a-histórico "Liberdade"...


Mas esses---esses sabem bem o que estão a fazer---e exactamente por que o fazem, olha então quem!...

sábado, 11 de setembro de 2010

"Benfica-I..."


El coloso...

"Benfica-II..."



...y el tuberculoso!..."

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Já Lá Vai!..."


Viram-no passar?
Eu quase nem consegui distinguir-lhe os contornos tal a velocidade a que passou: foi chegar, abanar, cair!
Como dizia o meu ilustríssimo "colega" das docências, Raimundo Nonato": foi... "vápiti-vúpiti"...
Ou, se assim preferirem dizer: KABOOOOM!...
Vocês sabem de que Campeonato [e de que Benfica...] é que eu estou a falar...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Speaking of Blue..."


...how's about an entire Angel that colour?...