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quinta-feira, 8 de março de 2012
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
"A Educação! Ah! A Educação, Esse... Abjecto Obscuro---do Desejo?..."

Com a devida vénia, retiro do "Público online" de hoje, dia 03.01.11, o texto que se segue e que devia em bom rigor ser senão chapado na cara ao menos colado na testa de todos os malofeitrores civilizacionais e imbecis institucionais ou privados que recentemente se puseram em bicos de pés [para pensar com uma parte do corpo que a boa educação me impede de mencionar expressamente e] vitoriar um relatório da OCDE que supostamente mostraria como o Portugal "sucático", politicamente agonizante e social [e até cientificamente] fétido, fez já a sua entrada triunfal na Gnoseotopia ou Olimpo Gnoseotópico Moderno...
"Numa escola da Pontinha, nos arredores de Lisboa, uma das professoras de Matemática já interiorizou a regra que tornou sagrada: “Nunca me viro para o quadro”.
"Numa escola da Pontinha, nos arredores de Lisboa, uma das professoras de Matemática já interiorizou a regra que tornou sagrada: “Nunca me viro para o quadro”.
"Porquê?"
“Não se sabe o que pode acontecer nas minhas costas”.
Esta é a imagem de insegurança que marca o dia a dia de um elevado número de professores em Portugal.
A indisciplina na sala de aula transformou-se num sério problema que, em muitas escolas do país, parece tender a agravar-se.
Que dificulta o trabalho de elevado número de professores, que os afecta psicologicamente e, em muitos casos, os leva a meter baixa médica.
Muitos destes casos nunca se tornam públicos mas são tema frequente de conversa nas escolas e motivo de queixas aos conselhos directivos.
Quando o problema se arrasta e perante a falta de soluções, muitos docentes recorrem à linha SOS Professores, da Associação Nacional de Professores.
Nos últimos quatro anos, foram ali registados quase 400 pedidos de ajuda para situações de agressão e de indisciplina nas escolas.
A maioria foi apresentada por docentes do sexo feminino entre os 40 e os 49 anos que leccionam o terceiro ciclo ou o ensino secundário na zona de Lisboa e já têm mais de 26 anos de serviço. Os dados foram recolhidos entre Setembro de 2006 e Junho de 2009 e no período de Outubro 2009 a Junho 2010, totalizando os 386 contactos com aquela Linha.
A grande maioria das situações diz respeito à agressão verbal (43,6 por cento) seguindo- se as queixas de indisciplina (29,5 por cento), de agressão física (27,8 por cento) e de mau relacionamento (13,6 por cento).
A maquilhar-se e a mandar mensagens.
Numa escola de segundo ciclo do Areeiro, as alunas de 11 anos maquilham-se durante a aula de Português, mandam mensagens de telemóvel e contam anedotas.
“Aquela sôtora não faz nada, podemos fazer o que nos apetecer”, diz uma delas.
“Na aula de Inglês, não, ninguém manda um pio”.
Porquê?
“A DT [directora de turma] é bué exigente e não deixa”.
Visto assim, o problema parece residir na incapacidade do professor impor autoridade.
Mas, nalguns casos, a questão é mais complexa e interligada aos meios desfavorecidos em que as escolas e os alunos pertencem. Como aquela em que o quadro não está afixado na parede, mas tombado no chão da sala de aula.
É preciso pedir giz para escrever e não há apagador. Os que houve, foram logo roubados pelos alunos, crianças dos 5 aos 9 anos oriundas de bairros considerados muito problemáticos.
Não há lápis de cor, nem cadernos, nem material nenhum.
Mas é uma escola de ensino básico, do primeiro ao quarto ano.
Não, não é em Moçambique.
Fica no centro de Lisboa.
s alunos são ainda muito pequenos mas nada parece intimidá-los.
Respondem com o riso às ordens dos professores, saltam e correm na sala de aula.
É impossível cativar a sua atenção para ensinar.
Quando uma professora tentou impor-se, os pais protestaram, acusando-a de ser demasiado rígida e o caso foi analisado pelo director.
A professora passa a dar aula de porta aberta, decidiu.
“Assim, nestas condições e com estes miudos é impossível ensinar”, diz a docente, exausta.
Há estabelecimentos de ensino em que os incidentes assumem maior gravidade e dão lugar à violência.
Numa escola da linha de Sintra um professor retirou um telemóvel a um aluno do oitavo ano que perturbava a aula.
Furioso e com a ajuda de outros colegas, o rapaz “vingou-se” retirando o relógio ao professor.
Este queixou-se ao conselho directivo que discutiu o caso, aplicou uma suspensão aos jovens e restituiu o relógio ao docente".
[Nota: A fim de facilitar a leitura do texto, procedeu-se a uma reorganização integral dos parágrafos da notícia original]
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Lugares Selectos da Idade Mídia Nacional
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Brevíssima «Antologia» de «Lugares Selectos» da «Política» Nacional" [I]

Destinada a documentar aspectos vários de um vastíssimo conjunto de reflexões até ao momento produzidas aqui no "Quisto" [e recuperandoi de passo uma velha ideia que me foi comunicada em tempos por Alexandre O'Neill---no «caso» do autor d' «O Reino da Dinamarca» tratar-se-ia da recolha de uma série de «lugares selectos" da pasmaceira nacional que, aliás, ele fez na sua mais o'neilliana Poesia]; destinada, pois, dizia, a ilustrar documentalmente as referidas reflexões, aqui deixo hoje o início de uma «antologia de lugares selectos da Idade Mídia nacional» destinados a facilitar uma ideal séria reflexão sobre a vida nacional, chegados que fomos, como tantas vezes tenho insistido, a uma autêntica "esquina" ou "ângulo", "aresta viva", dela...
1. [Do "Público" de 20.07.10. Texto "Visita de Estado Presidente lembra que portugueses ajudam ao crescimento de Angola/Cavaco defende uma parceria estratégica para facilitar negócios", autor Nuno Sá Lourenço]
"No primeiro dia da visita de Estado a Angola, o Presidente da República foi directo ao assunto. Quer que os angolanos aceitem criar os mecanismos necessários para facilitar a vida aos portuugueses que têm negócios naquele país".
Nem mais! No primeiro dia da tal "visita" [que é suposto ser "de Estado" mas que, na realidade, se parece muito mais outra coisa bem diferente, uma "coisa" envolvendo privadíssimos---e chorudos negócios---com a elite económico-política de um dos petropaíses mais ricos do mundo"]; no primeiro dia da "coisa", ia dizendo, não fosse alguém, algum americano ou francês mais empreendedor ou mais abelhudo antecipar-se, o 'nosso agente em Luanda' vai-se aos tais "angolanos",---uma piedosíssima sinédoque do que até há bem pouco tempo ainda eram os "cleptocratas do MPLA"] e diz-lhes naquele "franco-inglês de Lagos ou Portimão" com tempero de "sepinha de massa" que apimenta o caldudo linguístico do mestre economista doublé de presidente atira-lhes logo: "OK, people! Let's get down to brass-tackles! Moi y en a vouloir des sous, heim?..."
Há muito que venho sublinhando a "volução" operada no clássico conceito de «Estado nação» que, por obra [e desgraça!] da pressão institucional exercida pela economocracia neo-liberal instalada e reinante no "Ocidente" sobre o sistema político "deslizou" já há décadas para uma outra realidade bem distinta a que poderíamos chamar, com propriedade, o "Estado broker" ou em bom [e... o'neilliano] português, o "Estado almocreve".
O "Estado recoveiro" ou mesmo "trapeiro",cabeça de ponte e de turco de negócios privados que é suposto estarem politicamente legitimados por "criarem riqueza e postos de trabalho", riqueza que, na realidade, criaram, sim, mas para uns quantos magnatas "with friends at high places" ["cala-te, boca"!...] e "postos de trabalho" que nunca ninguém viu e hoje, nestes conturbadíssimos tempos de leis laborais feitas e teleguiadas à podoa de um F.M.I.-governo mundial qualquer, menos ainda do que em qualquer outro momento da infelicíssima crónica do capitalismo neo-liberal pós-industrial...
Vale a pena reflectir no naco de prosa do "Público" e tê-lo, entre inúmeros outros que poderia [e hei-de!] citar aqui no "Quisto", sempre que estiver em causa reflectir com seriedade e rigor sobre a natureza [a de classe, seguramente e desde logo!] do Estado em Portugal hoje e sobre a 'ética republicana' do neo-neo-colonialismo [ou... "colonialismo democrático"] onde veio desembocar o velho colonialismo "hard-core" de outros tempos...
Ou sobre as muito tentativas formas de resgate [pós] moderno do papel de intermediação e recovagem em que a História nos permitiu ter em séculos passados e que terão, de resto, constituido o fundamento da desgraça produtiva e até, num certo sentido, da própria independência, nacional.
2. [Do mesmo "Público", agora de uma coluna intitulada "Menos povo na Constituição", da autoria de Leonete Botelho.
Trata-se, neste caso [or curiosiodade no mesmo número do jornal onde se reporta a visita "de Estado" de Cavaco à ex-colónia de Angola, a "jóia da coroa" do dispositivo colonial nacional] do que só pode ser visto como a tentativa por parte do poder neo-liberal "hard core" que ansiosamentre espreita na sombra o desabar dedfinitivo do seu próprio pólo "social" a cargo do "sidekick socialista" para fixar juridicamente o que este desastradamente tentou sem recurso a "mexidas incómodas" na Lei: a consagração do regime de "oligarquia economocracia", supostamente o "motor do desenvolvimento" nacional.
Com os resultados que se conhecem e que todos estamos a sentir na pele...
A citação é a seguinte:
"A proposta de revisão constitucional que Passos Coelho vai levar amanhã ao Conselho Nacional do PSD é, verdadeiramente, todo um programa liberal que altera o âmago do desenho da lei fundamental.
E isto, tanto pelo que lá inscreve e altera nos direitos sociais ou laborais, como pelo que suprime---e suprime grande parte do capítulo económico da Constituição. Assim, esfuma-se a reforma agrária ou a participação dos sindicatos e das associações patronais na definição das principais medidas económicas e sociais, como se fossem a mesma coisa".
Dúvidas sobre a natureza do estado do Estado nas mãos destes senhores?
Só para quem não lê o "Público", como se vê...
1. [Do "Público" de 20.07.10. Texto "Visita de Estado Presidente lembra que portugueses ajudam ao crescimento de Angola/Cavaco defende uma parceria estratégica para facilitar negócios", autor Nuno Sá Lourenço]
"No primeiro dia da visita de Estado a Angola, o Presidente da República foi directo ao assunto. Quer que os angolanos aceitem criar os mecanismos necessários para facilitar a vida aos portuugueses que têm negócios naquele país".
Nem mais! No primeiro dia da tal "visita" [que é suposto ser "de Estado" mas que, na realidade, se parece muito mais outra coisa bem diferente, uma "coisa" envolvendo privadíssimos---e chorudos negócios---com a elite económico-política de um dos petropaíses mais ricos do mundo"]; no primeiro dia da "coisa", ia dizendo, não fosse alguém, algum americano ou francês mais empreendedor ou mais abelhudo antecipar-se, o 'nosso agente em Luanda' vai-se aos tais "angolanos",---uma piedosíssima sinédoque do que até há bem pouco tempo ainda eram os "cleptocratas do MPLA"] e diz-lhes naquele "franco-inglês de Lagos ou Portimão" com tempero de "sepinha de massa" que apimenta o caldudo linguístico do mestre economista doublé de presidente atira-lhes logo: "OK, people! Let's get down to brass-tackles! Moi y en a vouloir des sous, heim?..."
Há muito que venho sublinhando a "volução" operada no clássico conceito de «Estado nação» que, por obra [e desgraça!] da pressão institucional exercida pela economocracia neo-liberal instalada e reinante no "Ocidente" sobre o sistema político "deslizou" já há décadas para uma outra realidade bem distinta a que poderíamos chamar, com propriedade, o "Estado broker" ou em bom [e... o'neilliano] português, o "Estado almocreve".
O "Estado recoveiro" ou mesmo "trapeiro",cabeça de ponte e de turco de negócios privados que é suposto estarem politicamente legitimados por "criarem riqueza e postos de trabalho", riqueza que, na realidade, criaram, sim, mas para uns quantos magnatas "with friends at high places" ["cala-te, boca"!...] e "postos de trabalho" que nunca ninguém viu e hoje, nestes conturbadíssimos tempos de leis laborais feitas e teleguiadas à podoa de um F.M.I.-governo mundial qualquer, menos ainda do que em qualquer outro momento da infelicíssima crónica do capitalismo neo-liberal pós-industrial...
Vale a pena reflectir no naco de prosa do "Público" e tê-lo, entre inúmeros outros que poderia [e hei-de!] citar aqui no "Quisto", sempre que estiver em causa reflectir com seriedade e rigor sobre a natureza [a de classe, seguramente e desde logo!] do Estado em Portugal hoje e sobre a 'ética republicana' do neo-neo-colonialismo [ou... "colonialismo democrático"] onde veio desembocar o velho colonialismo "hard-core" de outros tempos...
Ou sobre as muito tentativas formas de resgate [pós] moderno do papel de intermediação e recovagem em que a História nos permitiu ter em séculos passados e que terão, de resto, constituido o fundamento da desgraça produtiva e até, num certo sentido, da própria independência, nacional.
2. [Do mesmo "Público", agora de uma coluna intitulada "Menos povo na Constituição", da autoria de Leonete Botelho.
Trata-se, neste caso [or curiosiodade no mesmo número do jornal onde se reporta a visita "de Estado" de Cavaco à ex-colónia de Angola, a "jóia da coroa" do dispositivo colonial nacional] do que só pode ser visto como a tentativa por parte do poder neo-liberal "hard core" que ansiosamentre espreita na sombra o desabar dedfinitivo do seu próprio pólo "social" a cargo do "sidekick socialista" para fixar juridicamente o que este desastradamente tentou sem recurso a "mexidas incómodas" na Lei: a consagração do regime de "oligarquia economocracia", supostamente o "motor do desenvolvimento" nacional.
Com os resultados que se conhecem e que todos estamos a sentir na pele...
A citação é a seguinte:
"A proposta de revisão constitucional que Passos Coelho vai levar amanhã ao Conselho Nacional do PSD é, verdadeiramente, todo um programa liberal que altera o âmago do desenho da lei fundamental.
E isto, tanto pelo que lá inscreve e altera nos direitos sociais ou laborais, como pelo que suprime---e suprime grande parte do capítulo económico da Constituição. Assim, esfuma-se a reforma agrária ou a participação dos sindicatos e das associações patronais na definição das principais medidas económicas e sociais, como se fossem a mesma coisa".
Dúvidas sobre a natureza do estado do Estado nas mãos destes senhores?
Só para quem não lê o "Público", como se vê...
[Na imagem: Desenho de Georg Grosz]
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