
terça-feira, 14 de setembro de 2010
"Dostoievski e Richard Zimler"

quarta-feira, 21 de julho de 2010
"«Salomé», soneto de Mário de Sá Carneiro, esboço de abordagem crítica e analítica"

Se, todavia, o soneto começa por expandir-se para o exterior do modo que acabámos de ver, a verdade é que completando um ciclo no quarto verso, ele "regressa ao interior de si próprio" como fica bem claro na ideia de "a carne" convertida em "álcool" (sugestão de "embriaguez" ou de "arrebatamento" e "prazer" "se alastrar" para o eu num "espasmo de segredo": "secreto", "proibido"?]
De facto o Eu não intervém, não cria, não determina cursos de acção ou de intervenção no real e na respectiva transformação: cada coisa cria o seu próprio movimento e estabelece cursos de actuação autónomos, não decorrentes de uma única vontade que organize [ou organicize] o todo.
"Morrer-me": o reconhecimento encriptado [note-se a infidez da própria linguagem em geral conferindo fundamento necessário à neologização intensiva e extensiva do poema] da ligação ambígua [e disfuncional] do eu com o real: a "morte" do eu poético de que fala o primeiro terceto é um suicídio---ou, pelo menos um facto de natureza intrinsecamente endógena ["morte" causada, de um modo ou de outro, por algo que está no próprio sujeito]---ou um verdadeiro "assassinato" cometido por entidade ou entidades vindas do exterior, de Salomé: "ela quer..." ou "timbres, elmos, punhais", o amor visto como uma forma metaforizada de violência e (auto?) agressão?]
Muito relevante, do meu ponto de vista pessoal tendo em vista o conteudo referencial do "complexo de Salomé" é a "translação ôntica" que subjaz à relação do Eu poético com a figura feminina: de facto existe uma espécie de "trânsito ôntico permanente" entre ambos, i.e. entre o ser e o ter cuja 'ângulo possibilitante', chamemos-lhe assim, se situa no matiz "ser tido" ou "ser possuído" em lugar de "possuir" e que, a meu ver, remete para a homossexualidade do próprio Poeta, assumindo aqui a forma de indefinição ou mesmo "crise" da respectiva identidade sexual.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
"Morreu Saramago"

[Na imagem: Saramago por Vasco]
sábado, 12 de junho de 2010
"Evocando Muito Brevemente Graham Greene"

sexta-feira, 23 de abril de 2010
"Doce Manuela"
sábado, 20 de março de 2010
"É Possível..."

quinta-feira, 18 de março de 2010
"António Machado, Poeta"

segunda-feira, 15 de março de 2010
"Poe by Price"
"Gil Vicente na Televisão"

Dado tratar-se de uma encenação temporalmente... "arqueológica" [com cenografia de Lagoa Henriques, já agora] poderia ser-se levado a supor que a linguagem utilizada tivesse "envelhecido" demasiadamente, dificultando de modo talvez irrecuperável a percepção, e especialmente a fruição do belíssimo texto vicentino.
Nada mais longe da verdade, porém!
De facto, é precisamente o inverso que ocorre.
quinta-feira, 11 de março de 2010
"«Becketteye ou All That See», colagem sobre papel de Carlos Machado Acabado"
Fiquei tão entusiasmado com as notícias que me trouxe a Rosário d' "A Comuna" envolvendo a minha versão de "Play"/"Comédie" de Beckett que decretei, de imediato, "Dia Doméstico de Beckett", para comemorar o qual reinsiro aqui a colagem "Becketteye" dedicada ao criador de Godot.terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
"O «Exilado de Bougie»: Manuel Teixeira Gomes"
Um Autor invulgarmente ousado e moderno, utilizador de uma técnica narrativa singularmente inovadora, sempre muito plástica e dúctil, intensamente maleável e textualmente muito consistente, convicta, por vezes cintilante e sempre aparentemente muito segura de si, marcada, aqui-e-ali, por uma espécie de delicado distanciamento [ou mesmo estoicismo] subtilmente decadentistas e/ou até circunstancialmente por um delicado cinismo "de época" [de fim-de-época---cf. v.g. o conto "Deus ex machina" das "Novelas Eróticas", um dos melhores da colectânea] e também "de classe" que opera, nas suas linhas gerais, como um subtilíssimo "retrato", finamente interiorizado, do Portugal---e da Europa---do seu tempo; um grande Autor que vale, seguramente, a pena re/descobrir: Manuel Teixeira Gomes. segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
"Albert Camus, efeméride"

Albert Camus recordado no aniversário do seu desaparecimento.
Foi, com Sartre e a "sua" insondável Beauvoir um dos nomes incontornáveis do que me permito chamar o "existencialismo pop" onde deixou a sua marca definitiva, não tanto com o seu teatro , que inegavelmente envelheceu, de forma considerável, desde que foi originalmente criado---integrado, como estava, numa dramaturgia "de tese" constituindo quase uma espécie de "pedagogia" ou de "ilustração prática pelo drama" de um universo que era, na origem, essencialmente conceptual, teórico, filosófico, cosmovisional [vindo de uma raiz husserliana e heideggeriana original directamente para a literatura] mas, sobretudo, com dois romances que marcaram, esses sim, inquestionavelmente e de forma, como disse, definitiva, a Literatura e, de um modo mais lato, a Cultura do nosso tempo: "L' Étranger" e "La Peste".
Para além da sua qualidade literária intrínseca, qualquer deles antecipa muita da Literatura que se lhe seguiu, designadamente o chamado "roman du regard" [Alain Robbe-Grillet, Nathalie Sarraute, Michel Butor, Le Clézio ou Marguerite Duras, os "fenomenologistas" e "práticos do relativismo cognicional", defensores da "impenetrabilidade ôntica última---ou 'ultimativa' ["ultimate"]---do real" e, consequentemente, do relativismo estrutural do conhecimento humano.
Robbe-Grillet, sobretudo, com obras como "Les Gommes" ou "L' Année Dernière A Marienbad" [adaptado por Resnais ao cinema numa obra que é um verdadeiro "tour de force" narrativo com Sacha Pitoëff e Delphyne Seyrig] deu continuidade a uma visão profundamente céptica da possibilidade humana de ir, em termos de conhecimento, para além da camada superior ou epidérmica do real que, de algum modo, já está em "L' Étranger" [também adaptado ao cinema em 1967 por Visconti] de facto, em qualquer das veersões, livro e filme, um dos marcos, como disse, da Cultura ocidental moderna.
Nascido na Argélia faleceu em 1960 de acidente rodoviário.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
"Breve revisitação de «Of Human Bondage» de Somerset Maugham" [Text in the making, unrevised]
William Somerset Maugham por William MacAvoydomingo, 27 de dezembro de 2009
William Somerset Maugham e “Of Human Bondage” [Text in the making]

Uma crítica de Helena Vasconcelos a “Of Human Bondage” de Maugham no “Público” de 24.12.09 [Cf. “Público”, ed. 24.12.09, sup. “”ípsilon”, texto intitulado “O Sentido da Vida”] traz consigo para mim memórias antigas [os “meus” primeiros amores literários, as minhas primeiras descobertas e 'arrebatamentos textuais'—e cinematográficos—espontâneos, realmente livres—e até, em determinados casos, mais ou menos claramente transgressores: Greene—“O Terceiro Homem”, “O Nosso Agente em Havana” na belíssima edição da “Ulisseia”; “O Americano Tranquilo”, comprado em segunda mão igualmente na edição da “Ulisseia” no Hipólito da calçada da Glória; Hemingway e “Fiesta”. “O Adeus Às Armas”, oferecido num inesquecível dia de anos.
E também Jennifer Jones e Rock Hudson, no—muito mauzinho, aliás...—filme do King baseado no clássico do “velho Hem”, remake de um outro com o 'Coop' e Helen Hayes nos papéis principais—Orson Wells, Joseph Cotten e a Valli na versão cinematográfica d' “O Terceiro Homem” do Carol Reed; Alec Guinness e “O Nosso Agente em Havana” cinematográfico.
E, claro, Maugham.
Durante muito tempo, Maugham e, sobretudo, o seu “Creatures of Circumstance”—“Encontros de Acaso”, na versão portuguesa, como não podia deixar de ser da “Ulisseia”...—foi, para mim, uma referência “absoluta” que tentei, mil vezes, imitar em longos e infindáveis “ensaios de escrita” que invariavelmente terminavam antes de se tornar sequer claro de que tratavam...
Claro que “Creatures of Circumstance” nem sequer é [está longe de ser!] o melhor Maugham.
Esse está, claro, sabê-lo-ia posteriormente neste “Of Human Bondage” e em “Razor's Edge”, por exemplo—embora eu tivesse mantido por “The Confidential Agent” na edição da “Miniatura” uma relação de deslumbrada atracção [e mesmo, em mais de um sentido, de quase “dependência...] que nunca chegou, aliás, até hoje, a esmorecer e muito menos a desvanecer-se por completo...
Havia, voltando a Maugham, naquele “Creatures...” [eu, pelo menos, pensava que havia...] uma vaga, remota, atmosfera global, quase visível [e seguramente experimentável ou indirectamente experienciável através da leitura] de subtil mas, também, de um sobriamente silencioso desespero muito delicadamente sugerido nas entrelinhas que me impressionou extraordinariamente; era uma espécie de digníssima sugestão de um “estoicismo existencial” geral e difuso—ou de decadência generalizada e inelutável, fatal que, embora, como digo, não nos fosse abertamente revelada, era [para mim, pelo menos, repito] perceptível na atmosfera e nos gestos indisfarçavelmente cépticos—sofisticadamente cépticos e fatigados—daquela gente que um império já claramente condenado a desaparecer atirara para os confins do mundo, quase para fora do planeta; uma decadência, porém, digna e corajosamente vivida [e mudamente assumida!] por todos aqueles “drifters” ou “párias” de luxo; convertida mesmo, com uma trágica e estóica sobriedade, por esses mesmos obstinadamente dignos “párias”, numa “cultura” comum, completamente inexprimível por palavras cuja essência estivesse, em última instância, na partilha, precisamente muda e já reconhecivelmente resignada, de uma espera colectiva da morte impendente.
Como se todos soubessem, com efeito, que o fim estava próximo mas uma espécie de fundo e ingente decoro existencial, individual e colectiva, lhes vedasse qualquer alusão directa a ele; como se todos soubesem que a viagem de que as narrativas falavam não fosse, de facto, para lado nenhum e esse “lado nenhum” final o fosse tanto dos indivíduos como do mundo [colonial, genericamente cultu(r)al, etc.] a que [talvez, afinal, nenhum deles...] pertencesse já, na realidade.
Era, repito, isto que eu via [ou queria ver] num autor que, com grande 'generosidade crítica' [fruto, sobretudo, do cru deslumbramento com a palavra escrita que sempre marcou a minha relação pessoal com o mundo] comparava a Fitzgerald [de que li “The Great Gatsby” numa, para mim, fabulosa edição da “Portugália” com—um longo—prefácio do Rodrigues Miguéis] e que me evocava, cumulativamente, por exemplo, aqueles prodigiosamente fascinatórios destroços da “lost generation”—esses “exhiles”, como titulou Joyce que, para mim [desde que vi “The Sun Also Rises” no cinema, na versão do Henry King com o Tyrone Power já na curva descendente da vida e da carreira; a Ava Gardner, esse prodigioso arquétipo de perfeição feminina e, até, humana, em geral e um incrivelmente envelhecido Erroll Flynn] passou definitivamente a ter o rosto seco mas prodigiosamente impressivo de Mel Ferrer que, desempenhando o papel de André Bolkonski, em “Guerra e Paz”, de outro, King, Vidor este, me “impusera” [quase literalmente!] a urgência de ler a Obra do próprio Tolstoi, numa maciça edição que ainda guardo da “Inquérito”...
“Of Human Bondage”, regressando expressamente a ele, era, porém, excessivamente complexo, para mim, à época e, como é óbvio, nem o entendi nem o apreciei por aí além.
Helena Vasconcelos vem, agora, numa curta mas consistente e esclarecedora abordagem dele, ajudar o leitor mais jovem [para quem Maugham será, hoje, sobretudo, uma figura do passado e provavelmente de todo desconhecido] a contextualizá-lo—e até a situá-lo, em termos do valor literário intrínseco, próprio—relativamente a alguns dos respectivos [verdadeiramente grandes] contemporâneos, designadamente Lawrence, Joyce e o já citado F.S. Fitzgerald.
Do filme [de que tenho, alías uma versão cinematográfica apenas moderadamente tolerável e tematicamente muito distante do original, com Bette Davis e Leslie Howard] relevo, sobretudo, a sublimação, a 'encriptada' projecção ficcional da homossexualidade do autor que [e, aqui reside, a meu ver, aliás, o seu interesse possivelmente maior] sobre ela “discorre” figuradamente intelectualizando-o e “fechando-a” no que admito poder constituir uma espécie de 'jogo fabular' próprio a que liga, de forma argumentativamente dsem dúvida hábil, a proposta de contenção existencial de Spinoza de cuja obra, como recorda Helena Vasconcelos, provém tambérm o próprio título do livro.
Não por acaso, a figura de 'Mildred', a figura que protagoniza directamente [e, sobretudo, que, num certo sentido muito evidente, de resto, no livro, manipula] o masoquismo figuradamente auto-punitivo e projectivamente expiatório de 'Philip' é [recorro aqui à descrição que dela faz Helena Vasconcelos] um ser “andógino, sem peito, magro, destituído de atractivos femininos, tanto físicos como morais [...]”.
Há, a meu ver, com efeito uma des-sexualização equívoca mas não gratuita da figura que atormenta 'Philip' ao longo do livro, des-sexualização essa na qual se esconde/expõe o objecto da atracção erótica de Maugham, deixado, desse modo, significativamente num limbo identitário equívoco que reflecte, ficcional/simbolicamente as hesitações da própria identidade sexual de Maugham.
Maugham que recorre a Spinoza para racionalizar a pulsão auto-punitiva, intelectualizando-a e “abstractizando-a” num apelo teórico à contenção por trás do qual se oculta a verdadeira intenção de reprimir o impulso culpável.
É nesta subtil ligação entre o plano imediato e próximo da existência estrita [mas não estreitamente!] pessoal e o universo teoreticamente 'nobre' das ideias [onde entra a lição de Spinoza] que, repito, reside, em meu entender, o interesse maior da obra de um Maugham que foi, sobretudo, como também refere Helena Vasconcelos um competente contador de “estórias”—“estórias”, acrescento eu envolvendo indivíduos desenraizados [uma personagem que, igualmente, me “deslumbrou” foi a de 'Sadie Thompson', da narrativa “Rain”, uma evidente figura de “drifter” a que Rita Hayworth deu rosto no cinema] e, de algum modo, expatriados de um lar que, também ele, opera, no contexto simbológico da obra de Maugham, como uma espécie de ponte recorrente entre o concreto e o abstracto, o individual e o colectivo: entre a pátria física e o “estrangeiro”, entre o 'lar cultu(r)al' e a subtil perda de referências identitárias a um nível que é, no fundo, também, voloto a dizer e a sublinhar, o de toda uma época que vai irregressivelmente chegando ao seu termo, por trás da qual, se estende, a perder de vista, o Desconhecido.
Se mais não é, para mim, é isto que Maugham há-de sempre, em última análise, ficar a ser.
Torres Novas em 26.12.09
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
"«Traduzindo» Beckett para português"

Considerou, com efeito, o tradutor mais significante e mais concisa em termos de língua portuguesa, a lição “Comédia” à alternativa da tradução literal do termo ”play”, “peça”, em seu entender, incomparavelmente menos sintética e menos conclusiva: francamente menos autónoma.
No presente contexto, porém, haverá, ainda, no caso específico do texto inglês, que contar com uma sugestão subliminar adicional [nada despicienda, de resto—longe disso!...] envolvendo a ideia de “jogo” [“play”= “jogo”, “Spiel”, na versão alemã onde a ambiguidade, portanto, se mantém integralmente; cf. vg. a fala de M1 na página 15] remetendo, então, para a ideia possível de uma subtil potenciação do carácter de vacuidade senão mesmo de efectivo ‘absurdo’ dos gestos e atitudes exteriores [meramente exteriores?...] das personagens na medida em que essa sugestão de imaginar [?] as mesmas envolvidas [também?] num ‘jogo’ pode [em tese, pelo menos] trazer consigo uma outra sugestão implícita ulterior de cumprimento mais ou menos mecânico e impessoal, por parte delas, de ‘rituais de sociabilidade’—ou, se quisermos ir um pouco mais longe, pode trazer consigo a sugestão de uma objectiva dissociação ou mesmo des-integração, entre a vontade, o arbítrio [a liberdade?] e/ou inclusivamente o próprio desejo das personagens e os respectivos actos—algo que seria, de resto, sem dúvida, muito [mas mesmo muito!] beckettiano.
Numa opinião meramente pessoal, pensa, aliás, o autor da versão portuguesa que um dos modos possíveis de ler esta “Comédie” é justamente abordando-a, em termos globais, como uma espécie de transversal e, aos mesmo tempo, muito beckettianamente exaustiva, impiedosa e também estratégica—“cirúrgica”—des-construção de uma certa experiência/comédia ‘burguesas’ [muito... por exemplo, “noel-cowardiana”, no caso da comédia: “Spiel/Play/Comédie” poderia, nesse caso, ser uma espécie de “revisitação”—lá está!—muito beckettianamente céptica e sardónica—senão mesmo inquietantemente desesperada—de, por exemplo, uma “Still Life” de Coward, de onde David Lean extraíu, como se sabe, um soberbo “Brief Encounter” com uns inesquecíveis Celia Johnson e Trevor Howard]; comédia 'burguesa' essa cujos fundamentos retóricos e, sobretudo, volto a referir: existenciais estariam aqui a ser metodicamente reduzidos ao absurdo, encontrando-nos nós, nesse caso, perante uma espécie de concha vazia e de uma “comédia da comédia” ou “framed comedy”, ela mesma obtida, assim, por des-construção, como disse, ou, também aqui, dissociação de um certo paradigma anterior de que “Comédie” representaria, então, a contraparte ou o eco já determinadamente “absurdizantes”. Acrescente-se, também, já agora, citando—e alargando ulteriormente [“desfigurando” apenas o... estritamente necessário...]—o conceito de “dark comedy” beckettiana adiantado pela académica britânica Julie Campbell a propósito do criador de Godot, poucas vezes como aqui, nesta sombria comédia de sombras, o termo “dark” terá sido, no contexto da exegese beckettiana, empregado com tanta propriedade.
[Na imagem: "Void-otopy", colagem sobre papel de Carlos Machado Acabado]
sábado, 24 de outubro de 2009
"Patricia Highsmith recordada no «Quisto»"
Não nego (e por que haveria de fazê-lo?!) que os meus interesses em matéria de expressão artística, designadamente literatura e cinema, são tudo menos limitados."Ainda Saramago e o seu «Caim»"
Um imenso equívoco o frente-a-frente entre José Saramago e o padre Carreira das Neves.quinta-feira, 22 de outubro de 2009
"Um post algures"

Da liberdade do Espírito!
"Ainda José Saramago" e o recente «caso» do seu «Caim»"

Resta o "Público" (ou ia---"tant bien que mal", aliás...---restando até há pouco, antes de se meter pelo meio daquela "coisa" dificilmente imaginável que foi ou é a disputa entre dois órgãos de soberania, um P.R. e um P.M. que perderam, de vez, por completo o respeito devido a si mesmos e ao País, tal como o jornal o perdeu, também ele, desta vez, talvez irregressivelmente, a si próprio).

