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sábado, 17 de março de 2012

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carmen - Habanera


A des-operoperização da ópera numa revisitação magnificamente transgres
sora de Francesco Rosi com uma Migenes-Johnson verdadeiramente cintilante , física e vocalmente.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Boris Vian- Le déserteur



Boris Vian par lui-même...

... Et si l'on profitait de son example et l' on decidait de déserter de cette imense poubelle que l'on a fait de notre pays?...

I giorni dell'arcobaleno-Nicola di Bari



Per me eranno senz'altro quei del '74 quando la Storia ci sembravra ancora possibile!...

Almeno ai stronzi e ingenui comme me!...

domingo, 14 de novembro de 2010

Zeke Manyika - Bible Belt

Poderosamente impressivo, dilacerante, encantatório, hipnótico!
Música do mundo feita com sangue e vísceras!...

Seminal---uma vez escutado, dificilmente se esquece!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Max Raabe and The Palast Orchester

Uma jóia musical e cultural com que o canal ARTE [quem é que havia de ser?! A TVI, não?...] nos quis brindar ainda recentemente e que, além de Brecht e Weil, nos traz a magia, hoje apenas adivinhável, do velho cabaret berlinense; da Alemanha de Wedekind ["Lulu"] de Pabst ["Aurora"] e do 'primeiro' Lang ["M..."]; de Murnau e do seu tão simbólico "Der Letzte Mann"; de Hitler e do nazismo mas também de Rosa Luxemburgo e de Thälmann; de Trakl, de Kafka; de Käte Köllwitz e de Grozs, do "Katakombe" e do seu boémio fundador, o pré-Lenny Bruce, Werner Fink; do "Tingel-Tangel", o "Piano Mecânico" [onde Marlene cantou as míticas canções d' "O Anjo Azul", de von Sternberg]; de "Sally Bowles", de Isherwood e de Reinhardt; uma cidade que era, como alguém dizia, "a cidade da miséria e da incerteza, mas também do prazer e da elegância"; um borbulhante cadinho da História moderna de que as canções que Raabe aqui nos vem oferecer oferecem um hipnótico e fascinante flash, um fugacíssimo e emocionado/emocionante olhar sobre um mundo agonizando convulsivamente entre cataclismos e apocalípticos fins de História; um mundo, hoje-por-hoje, completamente afundado no interior de um Tempo cultu[r]al, mental e até político---um "universo civilizacional"---que hoje apenas podemos reconstituir [que somos livres de reconstituir---"reconstruct", como se diz esclarecedoramente nos inquéritos policiais?...] ao sabor não apenas da educada e crítica imaginação dos cientistas historiadores que a maioria de nós não é mas, de igual modo, no caso dos leigos que somos, com efeito, a maioria, com uma deslumbrada curiosidade e uma fascinada atenção, voando, uma e outra, citando um título conhecido de Wenders---o excitante Wenders dos primeiros tempos!---no fundo, completamente livres, nas "asas do desejo"...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

John Lee Hooker - Grinder Man

Definitivamente uma das minhas "labour songs" preferidas!

Telúrica, visceral, sanguínea, hipnoticamente seminal!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CANTARES - Juan Manuel Serrat

Todo pasa y todo queda: quizás en acceptarlo intima y definitivamente esté el segredo de la felicidad posible...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mireille Mathieu - Paris en Colère

"Paris en colère"

Mireille Mathieu


Que l'on touche à la liberté
Et Paris se met en colère
Et Paris commence à gronder
Et le lendemain, c'est la guerre.
Paris se réveille
Et il ouvre ses prisons
Paris a la fièvre:
Il la soigne à sa façon.
Il faut voir les pavés sauter
Quand Paris se met en colère
Faut les voir, ces fusils rouillés
Qui clignent de l'œil aux fenêtrs
Sur les barricades
Qui jaillissent dans les rues
Chacun sa grenade
Son couteau ou ses mains nues.
La vie, la mort ne comptent plus
On a gagné on a perdu
Mais on pourra se présenter là-haut
Une fleur au chapeau.
On veut être libres
A n'importe quel prix
On veut vivre, vivre, vivre
Vivre libre à Paris.
Attention, ça va toujours loin
Quand Paris se met en colère
Quand Paris sonne le tocsin
Ça s'entend au bout de la terre
Et le monde tremble
Quand Paris est en danger
Et le monde chante
Quand Paris s'est libéré.
C'est la fête à la liberté
Et Paris n'est plus en colère
Et Paris peut aller danser
Il a retrouvé la lumière.
Après la tempête
Après la peur et le froid
Paris est en fête
Et Paris pleure de joie!

"Pour que l' on n' en oublie pas!..."


Paris en colère


"Que l'on touche à la liberté
Et Paris se met en colère
Et Paris commence à gronder
Et le lendemain, c'est la guerre."


[Na imagem: manifestação de agricultores em Paris, foto ]

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

gilbert becaud ET MAINTENANT 1962

Esta noite sonhei... não com Brueghel, como titulava Fernanda Botelho num dos seus últimos livros, mas com... Bécaud, o "epustuflante" misturador e agitador de desmesuras e vulgaridades sonoras, algumas das, todavia, queiramo-lo ou não, são hoje já parte de um imaginário colectivo europeu que, ainda quando começamos, por num primeiro [e às vezes, até num segundo e num terceiro...] momentos por recusá-lo, é hoje, indiscutívelmente nosso...

Senão mesmo, num certo sentido muito preciso, para o melhor e para o pior, o nosso...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Heaven For Everyone

Kitsch? Art Déco? Musique... Déco?

Com certeza!

Talvez seja mais correcto, aliás, até dizer: "Campitsch", ou seja, uma [aliás, musicalmente eficientíssima!] mistura de "camp" e de "kitsch".

A verdade é que deste muito... "queenianamente" envolvente [sonoramente "arquitectónico" e caracteristicamente barroco] "Heaven For Everyone" se desprende uma tal generosidade [musical e, claro, tratando-se de Freddy Mercury, interpretativa mas, também, e num certo sentido, sobretudo, de ideias e propósitos] que é impossível ficar-lhe indiferente e não experimentar por ele a [assumida!] simpatia com que aqui é republicado lado a lado com diversas outras coisas, musicais e não só, que o Tempo acabaria por revelar serem, afinal, a seu modo, tópicas e até, em mais de um sentido, clássicas e definitivas...

domingo, 19 de setembro de 2010

The War Song ( English & Portuguese)

Falemos, agora, um pouco do Afeganistão, do Iraque, do Médio Oriente, do lítio, do petróleo, das petrolíferas, do Karzai, do Bush e do Obama, do Netanyahu---e dos imbecis que, em todo o mundo, contribuem todos os dias com o seu silêncio ainda quando o não fazem de forma directa e activa, para que todas essas coisas e pessoas continuem impunemente a fazer da Terra um lugar de horrores e abjecções de todo o tipo, de Ruandas, de Zimbabués, de Abu-Ghraibs, de Faixas de Gaza ou de Guantánamos e de onde apetece, por isso, cada vez mais de uma vez por todas fugir para nunca mais voltar...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

José Afonso - Já o Tempo se Habitua

[Esta entrada é dedicada à Amiga "Ezul" pelo belo esforço de esclarecimento e militância ambiental que o seu inestimável "Fluir da Terra" infatigavelmente desenvolve com a regularidade que a vida vai permitindo]

Juntamente com "O Cavaleiro e o Anjo", definitivamente uma das minhas canções favoritas do Poeta José Afonso.

Pessoalmente, vejo-a, sobretudo [para além do evidente 'significado' político imediato] como um belíssimo hino à sabedoria e à sensatez dos ritmos naturais e à proposta de estabelecimento, por parte do Homem, de sábias [e necessariamente corajosas!] 'plataformas de homeostase' subjectivas e objectivas entre as «não-ideias naturais de "vida" e de "morte"»---conceituações, como é sabido, pura ou impuramente conscienciais que a Natureza na sua paciente caminhada sempre em direcção a si própria desconhece por inteiro, confundindo-as a ambas numa única, poderosíssima e ininterrupta corrente de dinâmicas interactivas de onde emerge ciclicamente renovada e reconsolidada.

Um dos grandes méritos do poema [uma verdadeira "cantilena" no melhor e sensorialmente mais empolgante---mais encantatório!---sentido da palavra] é precisamente, a meu ver, o de ter sabido "traduzir" esse ritmo interminável e dual original de Géia em quasi-puras sonoridades que se vão continuamente desenrolando numa sinfonia quase abstracta de matizes sonoros onde o sentido comum das palavras começa muito sabiamente por perder-se para recomeçar logo a seguir triunfante com tudo aquilo que originalmente indiciava [ou representava mesmo] contradição magicamente unido numa única corrente poética e musical onde a harmonia e a organicidade reproduzem fielmente a fisionomia [e a "fisiologia"!] uma e outra poderosamente dinâmicas da respiração original da própria Natureza, trazendo, desse modo, o político de regresso aos seus fundamentos firme e consistentemente naturais---ou estruturalmente ecológicos.

sábado, 5 de junho de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Joe Hill"


Numa altura da vida em que, por diversos motivos que não vêm todavia agora ao caso, é possível dizer que... renasci um pouco hoje, acode-me ao espírito uma canção que há muitos anos anda comigo [primeiro em vinil e, mais tarde, em CD] em que se fala de alguma coisa que vem, de um modo muito especial [e apenas parcialmente figurado, devo dizer] a propósito: "Joe Hill" de Joan Baez.

Joe Hill, "the man who absolutely refused to die", herói de lutas pela causa da organização dos trabalhadores norte-americanos, de um respeitável filme de Bo Widerberg [com Tommy Berggren no papel de 'Joe'] e, também, claro, desta admirável canção da irrepetível Baez [esteve ainda muito recentemente em Portugal, lembro onde cantou Zeca Afonso, "Grândola" e onde, em tempos, se recusou fazer uma canção dedicada a um dos homens de Abril porque "não faz cançõers para militares"] que aqui recordo tributando-lhe, de forma simbólica, a minha eterna admiração e o meu mais do que justificado respeito pela sua voz sublime tanto quanto pela sua exemplar coerência.

Faço-o especificamente através desta canção porque também a mim houve quem não quisesse deixar que eu recentemente tivesse, desta feita ainda---e ressalvadas as devidas diferenças---em mais de um sentido, morrido...


I dreamed
I saw Joe Hill last night,
alive as you and me.
Says I "But Joe, you're ten years dead"
"I never died" said he,
"I never died" said he.

"The copper Bosses killed you Joe,
they shot you Joe" says I.
"Takes more than guns to kill a man"
Says Joe, "I didn't die."
Says Joe "I didn't die."

"In Salt Lake City, Joe," says I,
Him standing by my bed,
"They framed you on a murder charge,"
Says Joe, "But I ain't dead,"
Says Joe, "But I ain't dead."

And standing there as big as life
and smiling with his eyes.
Says Joe "What they can never kill
went on to organize,
went on to organize."

From San Diego up to Maine,
In every mine and mill,
Where working men defend their rights,
it's there you'll find Joe Hill,
it's there you'll find Joe Hill!

I dreamed
I saw Joe Hill last night,
alive as you and me.
Says I "But Joe, you're ten years dead."
"I never died" said he,

"I never died" said he.

"A Joan Manoel Serrat..."


... que tão bem soube entender e converter em música o sereno lirismo e a profunda ironia do canto machadiano.